Calma, Jovens. Não estou falando de Amin Khader, embora pareça. A brincadeira referida no título é essa discussão de jornalista mimado sobre a obrigatoriedade do diploma. Ontem eu vi, ninguém me falou, eu vi, vários jornalistas renomados, diplomados que fazem um lead bem feito, escrevem boas cabeças, bons pés, fazem boas chamadas, ótimas resenhas, tipo aquelas que te fazem ganhar um 8.5 de seu professor bonzinho, eu os vi dando a notícia da morte do Amin Khader, que na verdade ainda está vivo. Refletindo bem, Amim parece que saiu das tumbas, é só perceber o seu corpo de caveira aidética.
Eu poderia gastar o nosso bravo Amim Khader, o troll do ano, ou poderia trollar o David Brazil, poderia lembrar daquele filme presente constantemente na brilhante Sessão da tarde, da Rede Globo – Um morto muito louco. Mas vou acender as velas para velar, perdoe a redundância, o jornalismo dos grandes veículos de massa, e a gafe de anunciar a morte de Amim não rolou em qualquer lugar, aconteceu na Record – Uma TV de primeira – Imaginem as subseqüentes?
Foi tudo rápido. Me aparece o Celso Zucatelli afirmando, me dizendo, falando para mim, que o Amim Khader estava morto. Chris Flores chorava; Edu Guedes lamentava; os repórteres do Rio consternados profundamente; Gianne Albertoni estava com uma carinha de triste que lembra muito a cara de quando ela está alegre, angustiada, temerosa, cansada... É sempre a mesma cara, ela parece um bonequinho de Playstation 1. Sabe? Aquele da cara quadrada, sem expressão...
Por isso digo: Brincadeira de mau gosto é dizer que o jornalismo não morreu.
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